quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

RELAÇÃO ENTRE AS EMOÇÕES E O ORGANISMO COMO UM

TODO

GIMENEZ, Rosane Montefusco

Discente do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde - FASU/ACEG - Garça/SP
- Brasil

e-mail: rosaheart@bol.com.br

BERVIQUE, Janete de Aguirre.

Docente do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde - FASU/ACEG - Garça/SP
– Brasil – Orientadora

e-mail: jaguirreb@uol.com.br

O presente trabalho apresenta as influências das emoções negativas e

positivas, que se refletem no organismo como um todo e são somatizadas no

corpo físico, em forma de doenças ou de saúde. Se o indivíduo aprender a

desenvolver mais emoções positivas, a qualidade de sua vida pode melhorar.

As referências utilizadas foram retiradas de livros que tratam do assunto

pesquisado, bem como de artigos e periódicos publicados, em revistas

especializadas da área.

Palavras-chave: emoções, organismo, doença, saúde.

ABSTRACT

The present paper presents the negative and positive emotions that

you/they contemplate in the organism as a whole and they are add into the

physical body in form of diseases or health. If the individual learns to develop

more positive emotions, the quality of their lives it can get better. The used

references were removed of books that treat the research subject, with i aid him

of goods, newspapers published in specialized magazines of the area.

Key-words: emotions, organism, disease, health.

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da
Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça
– ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 –
www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625

Ano IV – Número 7 – Novembro de 2006 – Periódicos Semestral

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho pode ser justificado, social e cientificamente, pela

importância das emoções na saúde, na melhoria da qualidade de vida e no

crescimento individual. Conhecer este assunto e pesquisá-lo é útil a todas as

pessoas, inclusive a mim. Quando me propus a pesquisar este tema,

considerei, além da relevância social do mesmo, o que ele significava para

mim, o quanto as emoções estão presentes, contribuindo ou perturbando

minha vida, bem como a vida de outras pessoas.

As emoções refletem-se no funcionamento do indivíduo como um todo,

tanto de maneira positiva como negativa. Segundo Nascimento e Quinta

(1998), existem os chamados “hormônios da doença” e os “hormônios da

saúde”. Os primeiros referem-se a um estado emocional que interfere na

vulnerabilidade às doenças, como, também, dificulta a recuperação, por

interferir no sistema imunológico do indivíduo (medo, egoísmo, orgulho,

maldade, ódio, depressão, angústia, entre outros). Já, os segundos

desencadeiam o bem-estar e melhora o sistema imunológico do indivíduo

(relaxamento, trabalho corporal, motivação, alegria, senso de humor, otimismo,

entre outros).

2. EMOÇÕES E ORGANISMO COMO UM TODO

Segundo Fadiman e Frager (2002), Frederick S. Perls afirma que a

emoção é uma força que fornece energia a toda ação. É a expressão de nossa

excitação básica, as vias e modos de expressar nossas escolhas, assim como

satisfazer nossas necessidades.

Para Kurt Goldstein, o organismo se comporta como um todo unificado e

não como um conjunto de partes. O corpo e a mente não são entidades

separadas, e nem mesmo a mente é constituída por faculdades ou elementos

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da
Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça
– ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 –
www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625

Ano IV – Número 7 – Novembro de 2006 – Periódicos Semestral

independentes. O organismo é uma só unidade; o que ocorre em uma parte

afeta o todo (apud HALL e LINDZEY, s.d.).

Segundo Bock, Furtado e Teixeira (2001), existem ligações entre as

emoções e o corpo físico. Um efeito físico pode chegar a refletir um efeito

mental ou emocional e vice-versa, pois as funções das partes se definem pelo

conjunto. A mente cheia de idéias nocivas atua como um estímulo criador de

emoções que afetam o corpo de forma negativa, fazendo com que sejam

desenvolvidos problemas na saúde. Os males que se caracterizam como

transtornos psicológicos possuem raízes emocionais profundas, adormecidas

ou reprimidas. As emoções necessitam ser gerenciadas com tranqüilidade,

para se conseguir, dessa maneira, afastar as doenças.

Para Bowlby (1997), Freud insistiu no fato óbvio de que as raízes de

nossa vida emocional mergulham na infância. Todos os psicanalistas

reconhecem a importância vital da relação estável e permanente com uma mãe

amorosa, durante toda a infância. Afirma, ainda, que a vinculação afetiva

(atração que um indivíduo sente pelo outro) é o resultado do comportamento

social de cada indivíduo de uma espécie.

Afetividade, segundo Piéron (1996), significa a capacidade individual de

experimentar emoções e sentimentos. É a reação emotiva generalizada, com

efeitos definidos sobre o corpo e o espírito.

Para Bock, Furtado e Teixeira (op. cit.), as emoções são expressões

afetivas acompanhadas de reações intensas e breves do organismo,

respondendo a um certo acontecimento inesperado ou muito aguardado e

fantasiado. Elas desempenham um papel vital de proporcionar energia que

motiva a conduta humana, pois a emoção é a força que move o homem a

realizar coisas.

Segundo Nascimento e Quinta (op. cit.), pesquisas recentes mostram

que há um dispositivo no cérebro, conhecido como amídala cerebral, que atua

como uma central do medo e das reações emocionais incontroladas. Esse

dispositivo é acionado através da percepção dos sentidos. Como, por exemplo,

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da
Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça
– ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 –
www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625

Ano IV – Número 7 – Novembro de 2006 – Periódicos Semestral

o caso de escutarmos um barulho que não identificamos de imediato e, por isso

mesmo, nos causa medo, seremos preparados para lutar.

Segundo Butman e Allegn (2001), Charles Darwin propôs que certas

emoções têm uma base neural inata, já que são expressas de maneira

universal, através das distintas culturas. Elas corresponderiam às emoções

primárias: nojo, medo, pânico, tristeza, surpresa, interesse, felicidade e

desgosto. À medida que a criança cresce, de maneira normal, aprende a

manipular estas emoções conforme as normas e expectativas sociais,

desenvolvendo, assim, uma correta cognição social.

Para Nascimento e Quinta (op. cit.), quando uma emoção positiva, como

o amor, domina a mente, nosso corpo funciona em total harmonia; por outro

lado, se o ódio dominá-la, sentiremos dores de cabeça, queimação no

estômago, entre vários outros sintomas físicos. A ansiedade e a inquietação

trazem náuseas estomacais, e o remédio é a paz mental e a libertação da

ansiedade. A cólera é outra emoção que provoca sensações de esgotamento.

O cansaço é apenas reflexo no corpo de uma luta mental, não resolvida,

satisfatoriamente. Se a vergonha, a angústia, o ódio, a inveja e o ciúme

atingirem o centro do nosso ser, ficaremos em estado de cansaço,

incapacidade e desespero. O rubor da vergonha, o semblante fatigado da

angústia, as expressões faciais do ódio e da inveja são testemunhas do efeito

prejudicial dessas emoções sobre o corpo.

Devido a isso, fica evidente que a mente, através das emoções, pode

influenciar de maneira positiva ou negativa sobre o corpo; e o inverso, também,

Nascimento e Quinta (op. cit.), afirmam, também, que o ser humano é

capaz de desenvolver, em si, os “hormônios da saúde”, que são os sentimentos

e emoções positivos que desencadeiam o bem-estar como, por exemplo:

relaxamento, trabalho corporal, paz mental, motivação, alegria, senso de

humor, otimismo, compaixão, fraternidade, amor, oração, entre outros.

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da
Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça
– ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 –
www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625

Ano IV – Número 7 – Novembro de 2006 – Periódicos Semestral

Os mesmos autores afirmam, ainda, que, por outro lado, o ser humano

deve se cuidar para amenizar ou acabar com a possível produção dos

“hormônios da doença”. Esse estado emocional interfere na vulnerabilidade às

doenças, como, também, dificulta a recuperação, por interferir no sistema

imunológico do indivíduo. Os principais são: medo, egoísmo, orgulho, maldade,

ódio, depressão, angústia, tristeza, mágoa, rancor, ciúmes, ganância,

pessimismo, entre outros.

Considerando essas relações, devem ser cultivados os “hormônios da

saúde”, pois isso servirá para melhorar a saúde, tanto psíquica quanto

orgânica, aprimorando o organismo por inteiro.

Antunes (1998) conclui que é importante perceber que a vida afetiva

(emoções e sentimentos) faz parte do homem e constitui um aspecto de

fundamental importância na vida psíquica. Assim sendo, todo ser humano

necessita ter uma boa vida afetiva, com emoções e sentimentos positivos

(hormônios da saúde), para orientá-lo e ajudá-lo nas decisões importantes, pois

a pessoa não pode se compreender sem eles.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assim sendo, permito-me afirmar que as emoções são um tipo de

linguagem da nossa própria vida, pela qual expressamos percepções interiores

e sensações, que respondem a fatores externos. São passageiras e intensas.

Devem ser cultivadas sem repressão, evitando, assim, sofrimentos que se

refletem no corpo físico, quando não cultivamos o hormônio da saúde e sim o

da doença. Se soubermos desenvolver mais emoções positivas, teremos uma

vida afetiva melhor, melhorando, dessa forma, a qualidade de vida.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, C. A. Inteligência emocional na construção do novo eu.
Petrópolis: Vozes, 1998.

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da
Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça
– ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 –
www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625

Ano IV – Número 7 – Novembro de 2006 – Periódicos Semestral

BOCK, A M. B; FURTADO, O; TEIXEIRA, M. L. Psicologias: uma introdução
ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2001.

BOWLBY, J. Formação e rompimento dos laços afetivos. São Paulo:
Martins Fontes, 1997.

BUTMAN, J. e ALLEGN, R. F. A cognição social e o córtex cerebral.
Psicologia Reflexão Critica; Porto Alegre, v. 14, n. 2, 2001. Disponível em:
-
279722001000200003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 01/02/2007.

FADIMAN, J. e FRAGER, R. Teorias da personalidade. São Paulo: Harbra,
2002.

HALL, C. e LINDZEY, G. Teorias da personalidade. São Paulo: E.P.U, s.d..

NASCIMENTO, E. e QUINTA, E. M. Terapia do riso. São Paulo: Harbra, 1998.

PIÉRON, H. Dicionário de Psicologia. São Paulo: Globo, 1996.

Nenhum comentário:

Postar um comentário