quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Descubra o poder do seu coração! >>
Mesmo alguns pensamentos amorosos durante o dia contrabalançam todos os pensamentos negativos. David R. Hawkins >>

Estresse é uma palavra que ouvimos de alguém pelo menos uma vez ao dia, se não a dizemos nós mesmos. É a doença da atualidade. Temos a sensação de que o tempo nos escapa, que somos atropelados pelos acontecimentos, que já não sabemos o que sentir e pensar. E acreditamos que não temos outra escolha, a não ser nos adaptar e ficarmos doentes.

Na verdade, já estamos doentes de estresse, a origem identificada de muitas das desordens e doenças que afligem os seres humanos nos tempos atuais. Mas as estratégias médicas para sua eliminação parecem não surtir o efeito necessário e desejado, pois todas elas estão focadas na modificação das circunstâncias externas, nos eventos da vida cotidiana. E diante da constatação de que não somos capazes de modificar o trânsito congestionado nas grandes cidades, de reduzir a pressão no trabalho ou a pressão do custo de vida, nos acostumamos a tudo isto e adaptamos nosso mundo interno às exigências externas.

Mas o fato é que o estresse não é causado pelas circunstâncias externas e sim pelas nossas próprias atitudes diante da vida, pelas nossas reações a estas circunstâncias. Todas as nossas reações aos eventos da nossa vida são registradas no nosso cérebro, que opera basicamente como um sistema de repetição de padrões. “Toda vez que algo prazeroso acontece em sua vida, algo interessante, assustador, mesmo a fragrância de uma flor, como você responde ou reage a isto é cuidadosamente inventariado por seu cérebro, tudo ordenadamente arquivado para futura referência.” Quando uma situação nova se apresenta, o cérebro escaneia este banco de dados - nossa memória - em busca de experiências anteriores que sejam similares, procurando pela resposta que demos anteriormente, resposta que é então acionada.

A maior parte deste processo ocorre subliminarmente. Dos milhões de bits de informação que fluem a cada segundo através dos nossos sentidos e são processados pelo cérebro, apenas um milionésimo chega até o consciente. A triagem é feita subconscientemente. De acordo com o fisiologista alemão Dietrich Trincker, o consciente é “como um foco de luz que enfatiza dramaticamente a face de um ator, enquanto todas as outras pessoas e coisas no vasto palco estão perdidas na mais profunda escuridão. O foco de luz pode se mover, certamente, mas leva um longo tempo para que todas as faces do coral sejam reveladas, uma depois da outra, na escuridão” . Consequentemente, quando nos tornamos conscientes de uma experiência, ela já passou. E o significado ou valor que atribuímos a qualquer experiência está enraizado em um conjunto de padrões energéticos sutis, organizados em uma totalidade pela percepção consciente.

Nosso consciente tem basicamente uma função de ordem, nomeando e organizando a informação em um sistema lógico. Mas quem aciona nossas respostas é o coração, que é capaz de perceber os eventos antes mesmo que eles aconteçam, funcionando como um órgão sensorial e um sofisticado centro processador e codificador de informação. Seu extenso sistema nervoso intrínseco é suficientemente sofisticado para ser qualificado como um ‘cérebro cardíaco’, capaz de aprender, lembrar e tomar decisões funcionais, independente do cérebro cranial.

O coração, o cérebro e os sistemas nervoso e hormonal funcionam em conjunto, como um sistema complexo de emparelhamento e identificação de padrões, formando uma rede interativa e dinâmica, que subjaz à experiência emocional. Esta rede constrói, a partir de nossa experiência passada, um conjunto de padrões familiares, que são mantidos na arquitetura neural e que servem de referência para as experiências correntes.

Como resposta ao nosso ambiente, nossas emoções estão sempre baseadas em uma memória do passado ou em uma expectativa do futuro. Quando somos tomados por uma emoção, não estamos presentes no aqui e agora. É por isto que nossas atitudes emocionalmente acionadas raramente produzem resultados satisfatórios, pois elas se baseiam nas informações presentes em um contexto diferente. E uma resposta apropriada a uma dada situação pode se tornar inapropriada, quando acionada em um contexto diferente.

Sendo um sistema dinâmico e aberto, contudo, podemos modificar nosso banco de dados, simplesmente alimentando-o com novos padrões, escolhendo conscientemente as emoções que queremos sentir. Se quisermos mudar nossa vida, podemos começar mudando o modo como nos sentimos e reagimos em relação ao que nos acontece e, em assim fazendo, reformular nossa rede neural, de modo que nossas ações sejam acionadas por emoções positivas.

O sistema nervoso central humano possui uma capacidade sensível de diferenciar entre padrões que sustentam a vida e aqueles que destroem a vida. Quando temos uma emoção positiva, nosso cérebro libera endorfinas, tonificando todo nosso corpo, enquanto emoções negativas liberam adrenalina, suprimindo a resposta imune e causando enfraquecimento do funcionamento orgânico. Sustentar sentimentos positivos e de apreciação pela vida e pelas pessoas nos torna mais saudáveis! Sentimentos sinceros de apreciação estimulam nosso sistema cárdio-cerebral, produzindo uma frequência ressonante que alinha todo nosso organismo em um funcionamento coerente. À medida que nos tornamos capazes de sustentar uma emoção positiva por mais tempo, sua freqüência ressonante se inscreve na arquitetura neural como referência familiar, que então é utilizada para produzir sentimentos positivos, resultando em estabilidade emocional.

Escreve Catherine Wilkins que “aprendemos a trabalhar com o coração, fluindo aceitação. Assim criamos completude e, portanto, estabilidade e força, no nível cardíaco ou emocional. Fluir aceitação é um reconhecimento emocional ou empático. Aprender a fluir aceitação para nós, nossas vidas, e aqueles em torno, tem o efeito poderoso de liberar grande quantidade de nossa energia emocional, clareando nossas ressonâncias e reduzindo qualquer estresse que sentimos, especialmente nestes tempos em que tantos são afetados pela depressão ou angústia.”

Para adquirirmos maestria emocional, precisamos aprender a diferenciar entre sentimentos e emoções. Um sentimento se refere a um conjunto de sensações físicas que nos fornecem informações a respeito do ambiente no qual nos encontramos em um dado momento. Todos nós captamos nosso ambiente sensorialmente, quer estejamos conscientes disto ou não. Em geral, não prestamos muita atenção às nossas sensações, mas imediatamente temos um pensamento a respeito. Por exemplo, sentimos um frio na barriga e pensamos “estou com medo”. É este pensamento que cria a emoção, buscando no banco de dados uma situação semelhante, para descobrir qual a reação que tivemos diante dela no passado. E, ao fazer isto, nos tira da situação presente e nos remete a um tempo passado ou futuro. Ou seja, nosso banco de dados determina como vamos reagir à situação presente, baseado em nossa experiência passada.

Diferente do sentimento, que nos informa a respeito do momento presente, mas nos permite decidir como usar esta informação, a emoção é uma reação ao ambiente e ao modo como ele nos faz sentir, baseado em nossas experiências passadas. A emoção é uma motivação, ela carrega um propósito próprio e nos impulsiona em direção a uma ação específica. A emoção decide a resposta. Emoções não são boas ou más, são simplesmente uma mensagem do nosso subconsciente para nossa mente consciente. Elas nos informam de como nos sentimos a respeito de nossa vida. Quando as reconhecemos e aceitamos, podemos decidir o que queremos fazer com a mensagem.

Assim, para começar, precisamos dar um passo para trás e nos aperceber de nossas sensações físicas. Se o frio que sentimos na barriga nos informa que há algum tipo de perigo no ambiente, podemos ficar mais cuidadosos e atentos, desviar do perigo ou mobilizar qualquer outro recurso para lidar com a situação presente. Na maioria das vezes vamos descobrir que aquilo que disparou nossa sensação é razoavelmente inócuo para uma pessoa adulta, mesmo que possa ser sentido como ameaçador para uma criança pequena. E quando nos tranqüilizamos e damos uma resposta positiva, ampliamos nosso repertório de reações, diversificando nosso banco de dados. Isto nos tornará emocionalmente mais flexíveis e eficazes. E à medida que nos tornamos mais habilidosos em identificar nossos sentimentos e escolher nossas reações emocionais, aprendemos a confiar mais em nossas sensações físicas, de modo que somos capazes de diferenciar mais precisamente quando uma situação presente representa de fato um perigo ou se estamos apenas reagindo a partir de uma experiência passada.

“Quanto mais pudermos escolher nossas emoções, ou quanto mais formos independentes emocionalmente, mais capazes seremos de trabalhar com nossas emoções de um modo verdadeiramente saudável e útil. Isto nos torna capazes de confiar novamente em nosso coração.”

Monika von Koss em abril de 2009


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