quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Resumos de Trabalhos Apresentados na VIII Mostra de Terapia Cognitivo
Comportamental pela Profa. Dra. Mônica Portella e sua equipe.





Palavras-Chave: metas, psicologia positiva, terapia cognitivo-comportamental

Na terapia cognitivo-comportamental a formulação de metas ajuda a estabelecer alvos específicos e mensuráveis para a mudança, além de direcionar a intervenção e motivar o cliente. Na vida é possível utilizar a estratégia de formulação de metas de forma profilática, para incentivar e implementar ações em diferentes áreas, tais como: ocupacional, afetivo-social, lazer, patrimônio, saúde e espiritual (caso a pessoa tenha religiosidade). Este estudo discute e apresenta uma metodologia para formular e alcançar metas (em diversas áreas) alinhadas com algumas características fundamentais dos participantes, como, por exemplo, valores, talentos, pontos fortes e qualidades. Apresentaremos os resultados de treinamentos conduzidos ao longo dos dois últimos anos, calcados no modelo cognitivo-comportamental. O treinamento objetivou:

Discutir a importância de estabelecer metas de vida;
Identificar valores, talentos, habilidades, pontos fortes e qualidades, a fim de estabelecer metas alinhadas com os mesmos.
Formular e alcançar metas de curto e médio prazos;
Trabalhar com as crenças auto limitadoras, descobrir e fortalecer crenças positivas;
Identificar erros cognitivos;
Identificar e administrar pontos fracos, bem como, solucionar problemas com rapidez e eficácia e;
Estabelecer um programa para manutenção de ganhos.
Os grupos foram conduzidos no CPAF-RJ, tendo duração de 24 horas. Realizamos um total de 12 encontros com duas horas de duração cada, semanalmente. Após o término da intervenção os participantes foram acompanhados por meio de folow-up mensal durante três meses avaliação e manutenção de ganhos. O número de participantes em cada grupo variou em torno de 10 a 20 pessoas (X= 15 pessoas por grupo). Participaram do programa pessoas de ambos os sexos (38% do sexo masculino e 62% do sexo feminino); fizeram parte do grupo 87% pessoas com terceiro grau completo e 23% com terceiro grau incompleto. Os temas foram desenvolvidos através de vivências e exercícios (estratégias de sensibilização, técnicas de registro, cartões de enfrentamento, ensaio comportamental, imagem mental, solução de problemas etc) que tiveram por objetivo fazer com que os participantes aprendessem a utilizar as estratégias de uma maneira prática e participativa. Os grupos foram conduzidos por dois terapeutas cognitivo-comportamentais. De acordo com as avaliações realizadas, por meio de entrevistas semi estruturadas, ao término do programa, observamos que:

Os participantes relataram que o treinamento ajudou-os administrar as diferentes áreas da vida.
A compreensão do modelo cognitivo ajudou a distinguir e lidar com os erros cognitivos e estados emocionais, desde o estabelecimento, planejamento e implementação das metas.
As estratégias de resolução de problemas, ensaio comportamental, roley-play, imagem mental, melhoraram a performance dos participantes ao implementar suas metas. Essa melhora pode ser constatada por meio da comparação das metas estabelecidas no início do programa e as metas que foram realizadas ao longo do processo. O follow up, realizado nos três meses após o treinamento, revelou que os resultados persistiram.
Concluímos que o treinamento melhorou o desempenho dos participantes para estabelecer, programar e executar as suas metas.

FORÇAS PESSOAIS: UMA ALTERNATIVA REAL AO FOCO NA DOENÇA
Adriano Martius Botão de Oliveira (CPAF-RJ, Rio de Janeiro, RJ);
Profa. Dra. Mônica Portella (CPAF-RJ, Rio de Janeiro, RJ) e
Profa. Ms. Hebe Goldfeld (CPAF-RJ, Rio de Janeiro, RJ).

Palavras-chave: Saúde; Terapia Cognitivo Comportamental (TCC); Psicologia Positiva.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é definida como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social, não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade”. Por sua vez, também podemos encontrar na missão do Ministério da Saúde brasileiro, a idéia de “promover a saúde da população” com o objetivo de contribuir “para a melhoria da qualidade de vida e para o exercício da cidadania”. Partindo destas declarações e diante do fato que somos seres compostos de talentos, pontos fortes, pontos fracos, defeitos, valores, pensamentos automáticos e crenças funcionais e disfuncionais, entre outros, podemos nos perguntar como a psicologia tem usado nossas forças pessoais (talentos, pontos fortes, qualidades e virtudes) a nosso favor no dia a dia. Como está sendo usado o lado saudável de nossas manifestações? Neste sentido, o objetivo deste trabalho é o de apresentar abordagens recentes que visam ajudar a psicologia a tirar seu foco principal da doença, em busca de uma nova prioridade focada na saúde, através do uso das forças pessoais de cada cliente. Num primeiro momento apresentaremos as categorias e subcategorias propostas por pesquisadores da Psicologia Positiva: a Categoria I voltada à prevenção primária e secundária de doenças e a Categoria II voltada à potencialização primária e secundária da saúde, criando espaço para pensarmos de forma direta a saúde e a qualidade de vida. No segundo momento abordaremos o modo como o movimento da Psicologia Positiva integra-se à Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) através da identificação e do uso das forças pessoais do cliente. A idéia é mostrar como a saúde vai muito além da mera remissão de sintomas e da compreensão dos mecanismos de funcionamento da doença. As forças pessoais são apresentadas, uma a uma, como recursos básicos para obtenção da saúde, mas, principalmente da potencialização da qualidade de vida. Por último, analisaremos especificamente como essa integração se dá no momento da formulação de caso. Explicitaremos como durante esse processo de investigação sobre o histórico de vida e o modo de funcionamento disfuncional do cliente, é importante identificar, paralelamente, seus talentos, pontos fortes, qualidades, virtudes, valores, para que possamos, transformar suas queixas atuais em metas a curto e médio prazo na busca de uma vida com qualidade e realização nas diversas áreas de sua vida (afetiva, ocupacional, lazer, patrimônio e saúde). Conclui-se que é possível buscar e implementar diretamente, sem distorções, o objetivo de saúde da OMS e de qualidade de vida e cidadania do Ministério da Saúde brasileiro. Entende-se que é perfeitamente possível potencializar a saúde através do uso dos valores reais, das diversas forças pessoais e de um planejamento de vida calçado em metas de curto e médio prazo. Fica evidente que a potencialização da saúde leva ao desenvolvimento também crescente da autonomia de cada cidadão.


INTEGRANDO TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
E PSICOLOGIA POSITIVA NO TRABALHO COM A DEPRESSÃO
Laura Poltosi (CPAF-JR e UNESA, Rio de Janeiro, RJ),
Profa. M.e Hebe Goldfeld (CPAF- RJ, Rio de Janeiro, RJ) e
Profa. Dra. Mônica Portella (CPAF-RJ e UCAM\AVM, Rio de Janeiro, RJ).

Palavras-chave: Terapia Cognitivo-Comportamental; Psicologia Positiva; Depressão.

Criar formas de estimular indivíduos deprimidos ainda em tratamento, desenvolverem emoções positivas que auxiliem na mudança de pensamento e comportamento é um grande desafio ao terapeuta. Porém, não menos complicado é proporcionar, a longo prazo, a preservação do bem-estar adquirido com o trabalho terapêutico após a recuperação do quadro depressivo. O presente trabalho tem por objetivo investigar os benefícios decorrentes do tratamento da depressão com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aliada aos fundamentos da Psicologia Positiva. O movimento denominado Psicologia Positiva surgiu do amplo esforço de psicólogos americanos no sentido de desenvolver estratégias e técnicas que possibilitassem avaliar e trabalhar os aspectos saudáveis das pessoas. De acordo com a definição da OMS, saúde não significa apenas ausência de doença, sendo necessária atenção aos aspectos sadios do desenvolvimento humano para obtenção do completo bem-estar. Pesquisas demonstram que as alterações que desencadeiam depressão não estão apenas relacionadas com as emoções negativas, mas principalmente à ausência de emoções positivas. Ocorre que, indivíduos deprimidos ou grande parte deles, processam as informações de forma pessimista e dificilmente imaginam situações futuras sob uma ótica prospectiva. A interpretação do pessimista a respeito de eventos ruins é sempre permanente, abrangente e pessoal, o que acaba por paralisá-lo e impedi-lo de ter atitudes proativas diante das dificuldades. Já o otimista interpreta os eventos indesejados como temporários, específicos e externos. A TCC tradicional busca modificar nossas crenças a respeito das adversidades e contesta os pensamentos disfuncionais que são recorrentes ao pessimista, trazendo-o para a realidade. Agregando a colaboração da Psicologia Positiva, a TCC, na atualidade, pode agir em dois âmbitos: durante o processo terapêutico - interrompendo o espiral descendente da depressão por modificar o estilo atributivo pessimista comum aos depressivos - e, após o tratamento, impulsionando-o do realismo obtido com a terapia para o otimismo funcional. Desta forma, ao integrar a Psicologia Positiva, a TCC também atua no sentido de diminuir a vulnerabilidade a futuros episódios ou eventos negativos, através de um programa de manutenção de ganhos que fortalece os recursos internos do indivíduo; mapeia talentos; desenvolve pontos fortes; enaltece virtudes; induz à prática de atividades intencionais de aumento do nível de felicidade e satisfação pessoal; inclui tarefas que trazem bem-estar duradouro e, finalmente, estabelece um plano de metas - reduzindo consideravelmente a chance de se desencadear sintomas ou recidivas depressivas. O tratamento da depressão deve ser capaz de desenvolver estratégias cognitivas não apenas focadas em minimizar a emoção negativa, mas sim em reforçar e manter a emoção positiva, tornando pleno o processo de diagnóstico e tratamento da depressão e ocasionando menor probabilidade de recaída, qualidade de vida e bem-estar. É necessário ir mais além do que proporcionar apenas alívio ao sofrimento, auxiliando na atribuição de significado à vida. Conclui-se que, a psicologia, por muitos anos, foi focada desproporcionalmente apenas na patologia e na reparação do dano; então as intervenções positivas surgem como importante complementação às intervenções tradicionais, trazendo melhoras significativas e duradouras à vida do cliente.





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